"O que não faz o amor?
Faz, refaz,
talha, retalha
e cozinha em fogo brando
e recostura a casa
e desamassa a roupa
e atiça o fogão
e inventa coisas que a razão
jamais inventaria...
E o que faz o coração?
Faz ventania!"
(Joyce- Hermínio Bello de Carvalho)
Do CD TIMONEIRO
Aqui escrevo, colo e copio!! Se não gostar do que vê, pegue suas alegrias, tristezas e mazelas ocultas e siga em frente, com meus sinceros votos de boa sorte! Caso queira voltar.... no que depender de mim a porta estará sempre aberta....
11 julho, 2011
Oscar Wilde
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
12 abril, 2011
O tempo me guardou você
Coisa mais bonita
Onde você estava?
Em que terra, em que país?
Toda minha vida
Sinto que esperava
Por você pra ser feliz
A gente se amava
Antes de se conhecer
O tempo me guardou você
O tempo me guardou você
Coisa mais bonita
Tudo que procuro
E já nem sonhava ter
Você não acredita
O quanto era escuro
Ter a luz e não prever
Pega meu futuro
Jura que não vai perder
O tempo me guardou você
O tempo me guardou você
O tempo me guardou você
(Ivan Lins e Celso Viáfora)
05 abril, 2011
23 março, 2011
07 março, 2011
Nua e crua...
Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)
O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força — que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés — mesmo se fogem — retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias.
Texto de LIA LUFT - Canção da Plenitude
Fotos de Delcley Machado e Lara Leão
01 março, 2011
DESÍGNIOS
"alguém pode me dizer
se estava prevista na palma da minha mão
esta paixão inesperada
se estava já escrita e demarcada
na linha da minha vida
se fazia já parte da estrada
e tinha que ser vivida
ou foi um desgoverno repentino
que surpreendeu os deuses, todos
os que desenham o nosso destino
ou foi um desatino, uma loucura
uma imprevisível subversão
que só a patir de agora eu trago marcada
na palma da minha mão"
Bruna Lombardi
10 fevereiro, 2011
VÍTOR RAMIL - ESPAÇO
Quarto de não dormir
Sala de não estar
Porta de não abrir
Pátio de sufocar
Carta no corredor
Eu não vou nem pegar
A voz no gravador
Não quero escutar
A lua é um farol
O vento, um assobio
A foto é um out-door
Teu rosto em 3x4
Mostra que
Tudo
Na madrugada
Insiste em ficar
Já que existe
Tanto espaço em mim
Sala de não estar
Porta de não abrir
Pátio de sufocar
Carta no corredor
Eu não vou nem pegar
A voz no gravador
Não quero escutar
A lua é um farol
O vento, um assobio
A foto é um out-door
Teu rosto em 3x4
Mostra que
Tudo
Na madrugada
Insiste em ficar
Já que existe
Tanto espaço em mim
04 fevereiro, 2011
MEDO DE VOAR
Te busco faz tempo...
Dia e noite,
sem descanso
em todas os minutos
que tive.
Quando te vi
Cultivei flores em meu cabelos..
Molhei minha boca
enchendo-a de sabores.
Treinei gestos macios
pra suave,te abraçar.
Venha...
enquanto há
perfume nas flores
Antes que o implacável vento
leve suas folhas,
seque a minha boca,
levando assim
todo o mel.
E com a alma vazia,
pra longe
se vá meus desejos.
Vem amor...
Perca o medo de voar
Agasalhe-se
em meu abraço
Beba do beijo
ainda fresco
Toca o meu corpo
Antes que seja tarde....
01 fevereiro, 2011
Refém da Solidão
Quem da solidão fez seu bem
Vai terminar seu refém
E a vida passa também
Não vai nem vem
Vira uma certa paz
Que não faz nem desfaz
Tornando as coisas banais
E o ser humano incapaz de prosseguir
Sem ter pra onde ir
Infelizmente eu nada fiz
Não fui feliz nem infeliz
Eu fui somente um aprendiz
Daquilo que eu não quis
Aprendiz de morrer
Mas pra aprender a morrer
Foi necessário viver
E eu vivi
Mas nunca descobri
Se essa vida existe
Ou se essa gente é que insiste
Em dizer que é triste ou que é feliz
Vendo a vida passar
E essa vida é uma atriz
Que corta o bem na raiz
E faz do mal cicatriz
Vai ver até que essa vida é morte
E a morte é
A vida que se quer
Paulo César Pinheiro com Baden Powell
Vai terminar seu refém
E a vida passa também
Não vai nem vem
Vira uma certa paz
Que não faz nem desfaz
Tornando as coisas banais
E o ser humano incapaz de prosseguir
Sem ter pra onde ir
Infelizmente eu nada fiz
Não fui feliz nem infeliz
Eu fui somente um aprendiz
Daquilo que eu não quis
Aprendiz de morrer
Mas pra aprender a morrer
Foi necessário viver
E eu vivi
Mas nunca descobri
Se essa vida existe
Ou se essa gente é que insiste
Em dizer que é triste ou que é feliz
Vendo a vida passar
E essa vida é uma atriz
Que corta o bem na raiz
E faz do mal cicatriz
Vai ver até que essa vida é morte
E a morte é
A vida que se quer
Paulo César Pinheiro com Baden Powell
10 janeiro, 2011
01 janeiro, 2011
E QUE VENHA 2011!!!
Todo ano é a mesma coisa, planejamentos e promessas de mudanças. Mudança de hábitos alimentares, promessas de economias, de ver mais os amigos, fazer mais amigos... telefonar mais vezes para os familiares, visitá-los mais. Ser mãe melhor... ser, mudar, ser... ser... ser!!
Há anos - 18 - resolvi parar de fumar, e pare...i, nunca mais o fiz. E nem imaginam o bem que me fez. Respiro muito melhor, paladar aprimorado, cheiros apurados - valeu à pena!!
Ter uma casinha despoluída, diminuir bagagens, eliminar todos os excessos que vamos juntando por aí.
Ah... mas vou conservar coisinhas preciosas, presentes inesquecíveis - assim como desprezar lembranças ruíns, eliminando quaisquer resquícios delas perto de mim. Rasgar e jogar fora mesmoooo!!! Nunca mais tomar refrigerantes, comer muitaaaa verdura, abusar do ômega 3, linhaças e atuns que se segurem, hehe
"...é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.Dessta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais..."
(Mário Quintana)
Há anos - 18 - resolvi parar de fumar, e pare...i, nunca mais o fiz. E nem imaginam o bem que me fez. Respiro muito melhor, paladar aprimorado, cheiros apurados - valeu à pena!!
Ter uma casinha despoluída, diminuir bagagens, eliminar todos os excessos que vamos juntando por aí.
Ah... mas vou conservar coisinhas preciosas, presentes inesquecíveis - assim como desprezar lembranças ruíns, eliminando quaisquer resquícios delas perto de mim. Rasgar e jogar fora mesmoooo!!! Nunca mais tomar refrigerantes, comer muitaaaa verdura, abusar do ômega 3, linhaças e atuns que se segurem, hehe
"...é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.Dessta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais..."
(Mário Quintana)
Mudar
Moramos eu e filha. Férias e lá se vai a moça pra casa do pai.
Correria, malas, roupas novas, dois dias de aeroporto..
Volto exausta e meu Deus, quanta bagunça!!
Sacolas , roupas sujas, cintos,sapatos. e mais....
Opto por ignorar.Só por hoje! E por falar em AAA
Abro um vinho, ouço Cartola...Outra taça...
Toca Pepino di Capri... Toca o interfone...
Pepino!!! é Seu Camilo o dono da casa.
Enfim, quer de volta o sobradinho, vai morar aqui (?)
Saio da exaustão, passo para o pânico, nãoooo!!!
Nãooooo!!! quero viajar, quero férias também!!!
Fim de ano. Surge em mim uma necessidade monstra de me organizar...
Agora potencializado com a inevitável mudança.
Vou diminur tudo,tenho feito isso diariamente.Preciso me livrar mais e mais
Há tanta tralha, tantos quadros nas paredes, taças coloridas, copos de todos tamanhos, tapetes, vasos, roupas, panelas, não quero mais isso!!!
Um flat?? seria tudo, mas moro em Palmas - de qq forma, não teria grana pra isso..
Bem..., isso eu administro, sempre o fiz!!
Mas há coisas pra se livrar, das quais não tô conseguindo me desvencilhar..
Como jogar fora tantos Passarim's??
Eles habitam minha casa, meu carro, meu mp3, violão - estúdio -amélia...
Tropeço distraída neles, já que não estão em gaiolas. Caio sobre o Espelho.. me perco na Arrumação,
De salto alto ouço Meu pobre blues, tudo em mim dói.. dóii!!! Me sinto virando do Avesso, há roteiros que não me pertencem., grito Anauê pra ver se me sinto inserida em um lugar onde se saúdam os irmãos...desejo ter uma Antíllia que me ajudaria,nas ela é de Brancalli e esse mundo não é meu... tenho que cuidar de recomeçar, tenho que reagir...
Isso se tornou uma babel, seria Babel amorosa?? não tomo absinto. Seriam Letras que se amamn?? Isso é mesmo Presente?? Ah..."Fica mais tempo, amor, deixa eu me acostumar. Pra que eu abra minhas folhas, uma a uma, devagar.." mas isso é papo dePlanta - sai! Ah como dói tudo isso...Não tenho Latifúndio, muito menos de amor! Mais um gole, Ode a Baco! e que diferença faz para mim quem sera Giovanna...
Isso não me diz respeito..Eu não pertenço a esse mundo...E porque tudo isso está aqui?? Se tornando meu centro? Eu inerte - impotente - sem saber o que fazer... Guardá-los... não!! preciso diminuir bagagem!
Preciso levar comigo só o que de fato posssa me fazer bem., Mas...me faz mal o que me encanta??
Mas só devo levar comigo o que possa ser imprescindível.
Tô chorando !? será o vinho, ou é dor mesmo??
Porque me pediu atenção, por que quis comigo conversar, se depois revoou, sem pena de mim...
ah esse amor tão minuto tão curto, que não sei se terá fim... você é uma arapuca, um amor que machuca, que só vai me acuar...me libere enfim, que eu quero amar, deixe minha alegria, leve o seu arrulhar...
Me programo, hei de comprar caixas, fitas adesivas, olhar imóveis,, caminhão...
O pior de tudo chegará, quando olhar pro lado, assim sabendo que não estás mais aqui. Constatar que na verdade nunca esteve aqui, assim como eu nunca estive em seu coração!
Levá-lo-ei comigo. O meu amor? Deixá-lo-ei contigo.
Correria, malas, roupas novas, dois dias de aeroporto..
Volto exausta e meu Deus, quanta bagunça!!
Sacolas , roupas sujas, cintos,sapatos. e mais....
Opto por ignorar.Só por hoje! E por falar em AAA
Abro um vinho, ouço Cartola...Outra taça...
Toca Pepino di Capri... Toca o interfone...
Pepino!!! é Seu Camilo o dono da casa.
Enfim, quer de volta o sobradinho, vai morar aqui (?)
Saio da exaustão, passo para o pânico, nãoooo!!!
Nãooooo!!! quero viajar, quero férias também!!!
Fim de ano. Surge em mim uma necessidade monstra de me organizar...
Agora potencializado com a inevitável mudança.
Vou diminur tudo,tenho feito isso diariamente.Preciso me livrar mais e mais
Há tanta tralha, tantos quadros nas paredes, taças coloridas, copos de todos tamanhos, tapetes, vasos, roupas, panelas, não quero mais isso!!!
Um flat?? seria tudo, mas moro em Palmas - de qq forma, não teria grana pra isso..
Bem..., isso eu administro, sempre o fiz!!
Mas há coisas pra se livrar, das quais não tô conseguindo me desvencilhar..
Como jogar fora tantos Passarim's??
Eles habitam minha casa, meu carro, meu mp3, violão - estúdio -amélia...
Tropeço distraída neles, já que não estão em gaiolas. Caio sobre o Espelho.. me perco na Arrumação,
De salto alto ouço Meu pobre blues, tudo em mim dói.. dóii!!! Me sinto virando do Avesso, há roteiros que não me pertencem., grito Anauê pra ver se me sinto inserida em um lugar onde se saúdam os irmãos...desejo ter uma Antíllia que me ajudaria,nas ela é de Brancalli e esse mundo não é meu... tenho que cuidar de recomeçar, tenho que reagir...
Isso se tornou uma babel, seria Babel amorosa?? não tomo absinto. Seriam Letras que se amamn?? Isso é mesmo Presente?? Ah..."Fica mais tempo, amor, deixa eu me acostumar. Pra que eu abra minhas folhas, uma a uma, devagar.." mas isso é papo dePlanta - sai! Ah como dói tudo isso...Não tenho Latifúndio, muito menos de amor! Mais um gole, Ode a Baco! e que diferença faz para mim quem sera Giovanna...
Isso não me diz respeito..Eu não pertenço a esse mundo...E porque tudo isso está aqui?? Se tornando meu centro? Eu inerte - impotente - sem saber o que fazer... Guardá-los... não!! preciso diminuir bagagem!
Preciso levar comigo só o que de fato posssa me fazer bem., Mas...me faz mal o que me encanta??
Mas só devo levar comigo o que possa ser imprescindível.
Tô chorando !? será o vinho, ou é dor mesmo??
Porque me pediu atenção, por que quis comigo conversar, se depois revoou, sem pena de mim...
ah esse amor tão minuto tão curto, que não sei se terá fim... você é uma arapuca, um amor que machuca, que só vai me acuar...me libere enfim, que eu quero amar, deixe minha alegria, leve o seu arrulhar...
Me programo, hei de comprar caixas, fitas adesivas, olhar imóveis,, caminhão...
O pior de tudo chegará, quando olhar pro lado, assim sabendo que não estás mais aqui. Constatar que na verdade nunca esteve aqui, assim como eu nunca estive em seu coração!
Levá-lo-ei comigo. O meu amor? Deixá-lo-ei contigo.
"Adeus, tristeza: a vida
é uma caixa chinesa
de onde brota a manhã.
Agora
é recomeçar
A utopia é urgente
Entre flores de urânio
é permitido sonhar."
Affonso Romano de Sant'Anna
(Palmas - 28 de dezembro de 2010)
(Palmas - 28 de dezembro de 2010)
15 dezembro, 2010
11 dezembro, 2010
DESDÉM
Andas dum lado pro outro
Pela rua passando;
Finges que não queres ver
Mas sempre me vais olhando.
É um olhar fugídio,
Olhar que dura um instante,
Mas deixa um rasto d'estrelas
O doce olhar saltitante...
É este rasto bendito
Que atraiçoa o teu olhar,
Pois é tão leve e fugaz
Que eu nem o sinto passar!
Quem tem uns olhos assim
E quer fingir o desdém,
Não pode nem um instante
Olhar os olhos d'alguém...
Por isso vai caminhando...
E se queres a muita gente
Demonstrar que me desprezas
Olha os meus olhos de frente!...
Florbela Espanca
Pela rua passando;
Finges que não queres ver
Mas sempre me vais olhando.
É um olhar fugídio,
Olhar que dura um instante,
Mas deixa um rasto d'estrelas
O doce olhar saltitante...
É este rasto bendito
Que atraiçoa o teu olhar,
Pois é tão leve e fugaz
Que eu nem o sinto passar!
Quem tem uns olhos assim
E quer fingir o desdém,
Não pode nem um instante
Olhar os olhos d'alguém...
Por isso vai caminhando...
E se queres a muita gente
Demonstrar que me desprezas
Olha os meus olhos de frente!...
Florbela Espanca
10 dezembro, 2010
MADRE TERESA
“Não ames pela beleza, pois um dia ela acabará. Não ames por admiração, pois um dia desiludir-te-ás. Ama apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação.”
Madre Teresa de Calcutá
http://www.frasesgospel.com.br/madre-teresa-de-calcuta/
"Mudei de Mundo, tenho Parkinson"
Sou filha de uma parsoniana, e ao ler essa postagem, me identifiquei da primeira vírgula, ao último ponto.
"Mudei de Mundo, tenho Parkinson"
Decidi escrever um breve texto sobre esta complicada doença, pois tenho um familiar muito próximo que tem Parkinson e aprendi que é muito importante estar a par da mesma.
Descrita primeiramente por James Parkinson em "An Essay on the Shaking Pulse" (1817) a doença de Parkinson é um dos distúrbios do movimento que mais acomete os idosos. É caracterizada por quatro sinais essenciais: rigidez muscular, tremor de repouso, hipocinesia (diminuição da mobilidade) e instabilidade postural. A doença de Parkinson é um desequilíbrio do sistema nervoso central que afecta milhares de pessoas. Porque não é contagioso, a incidência da doença é frequentemente subestimada. A doença de Parkinson pode aparecer em qualquer idade, mas é pouco comum nas pessoas com idade inferior a 30 anos. Ocorre em todas as partes do mundo, e os homens são ligeiramente mais afectados do que mulheres.
Esta doença é insidiosa, podendo começar às vezes com um tremor, outras vezes com falta de mímica facial, diminuição do piscar, olhar fixo, movimentos lentos (bradicinesia). A voz poderá ser monótona, escorrendo com facilidade saliva pelos cantos da boca.
A marcha fica cada vez mais difícil, com passos pequenos, arrastando os pés, com os braços encolhidos, tronco inclinado e, em casos avançados a pessoa aumenta a velocidade da marcha para não cair (festinação). Outras vezes, pode ficar parado (congelado) com enorme dificuldade para se colocar em movimento.
Os tremores, que são involuntários, em uma ou em várias partes do corpo, caracterizam-se pelos três "R's" - Regular, Rítmico e de Repouso. Também se caracterizam por diminuir com os movimentos voluntários, manifestando-se sobretudo nas mãos.
Como existe uma hipocinesia, que se caracteriza por um deficit dos movimentos automáticos, o paciente fica como que parado, estático, com os movimentos voluntários lentos, diminuindo a capacidade inclusive de escrever, ficando a letra pequena (micrografia) e a linguagem monótona e às vezes ininteligível.
O diagnóstico na fase inicial, muitas vezes não é fácil, sendo que, o mesmo deverá ser realizado por um médico, preferencialmente neurologista, que dirá se a causa é idiopática (causa desconhecida), ou se é devido a outras causas. Os sintomas acima referidos podem ser devidos a medicamentos variados (fenotiazinas, haloperidol, reserpina, lítio, cinarizinas, flunarizina), porém, nesse caso, não costumam ser tão intensos.
Intoxicação por monóxido de carbono ou manganês, enfartes cerebrais dos gânglios de base, hidrocefalia, traumatismos cranioencefálicos, encefalites, podem ser a causa desta doença, que tem tratamento e controle, porém não tem cura.
O diagnóstico à medida que o tempo passa torna-se mais nítido, evidente e fácil (a exemplo e imagem do Papa João Paulo II). Cada indivíduo responde diferentemente ao tratamento e o que favorece um paciente pode desfavorecer outro. É necessário corrigir a diminuição progressiva da dopamina com calma.
O tratamento consiste no uso de medicamentos, fisioterapia, psicoterapia e, em alguns casos seleccionados, cirurgia. É importante tomar cuidado com certos tipos de medicamentos que desencadeiam ou pioram a síndrome Parkinsoniana.
NOTA: Quem convive com portadores da síndrome Parkinsoniana deve tomar alguns cuidados, a fim de melhorar a qualidade de vida e a segurança nas actividades diárias: Mantenha as áreas de circulação livres de móveis e de tapetes soltos, instale luzes para circulação nocturna, mantenha o piso da banheira com tapetes antiderrapantes, entre muitos outros. Também é importante tentar consciencializar o doente que deve: elevar o pé do chão a cada passo; procurar dormir deitado de lado, a fim de não se engasgar com a saliva; não subir escadas ou cadeiras para pegar em objectos que se encontrem em lugares altos; evitar o uso de roupas com botões ou fechos pequenos, que dificultem a manipulação; ao levantar-se da cama, apoiar bem os pés no chão, para ter impulso e ficar em pé.
É mesmo muito importante mantermo-nos informados sobre doenças que podem aparecer a qualquer momento e quando menos esperamos!!
Extraída do Blog: O amor a força mais suctíl do mundo
http://oamoreaforcamaissubtildomundo.blogspot.com/2010/07/mudei-de-mundo-tenho-parkinson.html
![]() |
| Mamãe, eu e minha filha |
"Mudei de Mundo, tenho Parkinson"
Decidi escrever um breve texto sobre esta complicada doença, pois tenho um familiar muito próximo que tem Parkinson e aprendi que é muito importante estar a par da mesma.
Descrita primeiramente por James Parkinson em "An Essay on the Shaking Pulse" (1817) a doença de Parkinson é um dos distúrbios do movimento que mais acomete os idosos. É caracterizada por quatro sinais essenciais: rigidez muscular, tremor de repouso, hipocinesia (diminuição da mobilidade) e instabilidade postural. A doença de Parkinson é um desequilíbrio do sistema nervoso central que afecta milhares de pessoas. Porque não é contagioso, a incidência da doença é frequentemente subestimada. A doença de Parkinson pode aparecer em qualquer idade, mas é pouco comum nas pessoas com idade inferior a 30 anos. Ocorre em todas as partes do mundo, e os homens são ligeiramente mais afectados do que mulheres.
Esta doença é insidiosa, podendo começar às vezes com um tremor, outras vezes com falta de mímica facial, diminuição do piscar, olhar fixo, movimentos lentos (bradicinesia). A voz poderá ser monótona, escorrendo com facilidade saliva pelos cantos da boca.
A marcha fica cada vez mais difícil, com passos pequenos, arrastando os pés, com os braços encolhidos, tronco inclinado e, em casos avançados a pessoa aumenta a velocidade da marcha para não cair (festinação). Outras vezes, pode ficar parado (congelado) com enorme dificuldade para se colocar em movimento.
Os tremores, que são involuntários, em uma ou em várias partes do corpo, caracterizam-se pelos três "R's" - Regular, Rítmico e de Repouso. Também se caracterizam por diminuir com os movimentos voluntários, manifestando-se sobretudo nas mãos.
Como existe uma hipocinesia, que se caracteriza por um deficit dos movimentos automáticos, o paciente fica como que parado, estático, com os movimentos voluntários lentos, diminuindo a capacidade inclusive de escrever, ficando a letra pequena (micrografia) e a linguagem monótona e às vezes ininteligível.
O diagnóstico na fase inicial, muitas vezes não é fácil, sendo que, o mesmo deverá ser realizado por um médico, preferencialmente neurologista, que dirá se a causa é idiopática (causa desconhecida), ou se é devido a outras causas. Os sintomas acima referidos podem ser devidos a medicamentos variados (fenotiazinas, haloperidol, reserpina, lítio, cinarizinas, flunarizina), porém, nesse caso, não costumam ser tão intensos.
Intoxicação por monóxido de carbono ou manganês, enfartes cerebrais dos gânglios de base, hidrocefalia, traumatismos cranioencefálicos, encefalites, podem ser a causa desta doença, que tem tratamento e controle, porém não tem cura.
O diagnóstico à medida que o tempo passa torna-se mais nítido, evidente e fácil (a exemplo e imagem do Papa João Paulo II). Cada indivíduo responde diferentemente ao tratamento e o que favorece um paciente pode desfavorecer outro. É necessário corrigir a diminuição progressiva da dopamina com calma.
O tratamento consiste no uso de medicamentos, fisioterapia, psicoterapia e, em alguns casos seleccionados, cirurgia. É importante tomar cuidado com certos tipos de medicamentos que desencadeiam ou pioram a síndrome Parkinsoniana.
NOTA: Quem convive com portadores da síndrome Parkinsoniana deve tomar alguns cuidados, a fim de melhorar a qualidade de vida e a segurança nas actividades diárias: Mantenha as áreas de circulação livres de móveis e de tapetes soltos, instale luzes para circulação nocturna, mantenha o piso da banheira com tapetes antiderrapantes, entre muitos outros. Também é importante tentar consciencializar o doente que deve: elevar o pé do chão a cada passo; procurar dormir deitado de lado, a fim de não se engasgar com a saliva; não subir escadas ou cadeiras para pegar em objectos que se encontrem em lugares altos; evitar o uso de roupas com botões ou fechos pequenos, que dificultem a manipulação; ao levantar-se da cama, apoiar bem os pés no chão, para ter impulso e ficar em pé.
É mesmo muito importante mantermo-nos informados sobre doenças que podem aparecer a qualquer momento e quando menos esperamos!!
Extraída do Blog: O amor a força mais suctíl do mundo
http://oamoreaforcamaissubtildomundo.blogspot.com/2010/07/mudei-de-mundo-tenho-parkinson.html
08 dezembro, 2010
Tenho frio e ardo em febre!
Tenho frio e ardo em febre!
O amor me acalma e endouda!
O amor me eleva e abate!
Quem há que os laços, que me prendem, quebre?
Que singular, que desigual combate!
Não sei que ervada flecha
Mão certeira e falaz me cravou com tal jeito,
Que, sem que eu a sentisse, a estreita brecha
Abriu, por onde o amor entrou meu peito.
O amor me entrou tão cauto
O incauto coração, que eu nem cuidei que estava,
Ao recebê-lo, recebendo o arauto
Desta loucura desvairada e brava.
Entrou. E, apenas dentro,
Deu-me a calma do céu e a agitação do inferno...
E hoje... ai de mim!, que dentro em mim concentro
Dores e gostos num lutar eterno!
O amor, Senhora, vede:
Prendeu-me. Em vão me estorço, e me debato, e grito;
Em vão me agito na apertada rede...
Mais me embaraço quanto mais me agito!
Falta-me o senso: a esmo,
Como um cego, a tatear, busco nem sei que porto:
E ando tão diferente de mim mesmo,
Que nem sei se estou vivo ou se estou morto.
Sei que entre as nuvens paira
Minha fronte, e meus pés andam pisando a terra;
Sei que tudo me alegra e me desvaira,
E a paz desfruto, suportando a guerra.
E assim peno e assim vivo:
Que diverso querer! Que diversa vontade!
Se estou livre, desejo estar cativo;
Se cativo, desejo a liberdade!
E assim vivo, e assim peno:
Tenho a boca a sorrir e os olhos cheios de água;
E acho o néctar num cálix de veneno,
A chorar de prazer e a rir de mágoa.
Infinda mágoa! Infindo
Prazer! Pranto gostoso e sorrisos convulsos!
Ah! Como dói assim viver, sentindo
Asas nos ombros e grilhões nos pulsos!
Olavo Bilac
(1865-1918)
O amor me acalma e endouda!
O amor me eleva e abate!
Quem há que os laços, que me prendem, quebre?
Que singular, que desigual combate!
Não sei que ervada flecha
Mão certeira e falaz me cravou com tal jeito,
Que, sem que eu a sentisse, a estreita brecha
Abriu, por onde o amor entrou meu peito.
O amor me entrou tão cauto
O incauto coração, que eu nem cuidei que estava,
Ao recebê-lo, recebendo o arauto
Desta loucura desvairada e brava.
Entrou. E, apenas dentro,
Deu-me a calma do céu e a agitação do inferno...
E hoje... ai de mim!, que dentro em mim concentro
Dores e gostos num lutar eterno!
O amor, Senhora, vede:
Prendeu-me. Em vão me estorço, e me debato, e grito;
Em vão me agito na apertada rede...
Mais me embaraço quanto mais me agito!
Falta-me o senso: a esmo,
Como um cego, a tatear, busco nem sei que porto:
E ando tão diferente de mim mesmo,
Que nem sei se estou vivo ou se estou morto.
Sei que entre as nuvens paira
Minha fronte, e meus pés andam pisando a terra;
Sei que tudo me alegra e me desvaira,
E a paz desfruto, suportando a guerra.
E assim peno e assim vivo:
Que diverso querer! Que diversa vontade!
Se estou livre, desejo estar cativo;
Se cativo, desejo a liberdade!
E assim vivo, e assim peno:
Tenho a boca a sorrir e os olhos cheios de água;
E acho o néctar num cálix de veneno,
A chorar de prazer e a rir de mágoa.
Infinda mágoa! Infindo
Prazer! Pranto gostoso e sorrisos convulsos!
Ah! Como dói assim viver, sentindo
Asas nos ombros e grilhões nos pulsos!
Olavo Bilac
(1865-1918)
04 dezembro, 2010
PASSARIM TODIM
Passarim todim
(Eudes Fraga / Marcos Quinan / Iranildo Pereira)
Hoje sou sabiá
Voei procurando meu bem
O meu canto acauã, eu sei
É saudade de alguém
Já senti muita dor também
Assum preto que sou
Fui cancão no terreiro, vem-vém
Só por causa do amor
Asa branca voou, voou
Rosinha chorou
E a légua tirana levou
Meu pedaço de chão
Juriti só cantou, cantou
Gavião quis bicar, bicou
Patativa no céu contou
Cantos de arribação
A Rolinha pousou, pousou
Rodeou minha mão, ciscou
Trouxe junto o uirapuru
Pra cantar um baião
Hoje sou passarim todim, todim
São, são todos em mim cantando assim
Hoje sou passarim todim, todim
Sou Luiz, sou baião vim-vim, vim-vim
03 dezembro, 2010
PASSARIM - Tom Jobim
Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro partiu mas não pegou
Passarinho me conta então me diz
Porque que eu também não fui feliz
Me diz o que eu faço da paixão
Que me devora o coração
Que me devora o coração
Que me maltrata o coração
Que me maltrata o coração
E o mato que é bom, o fogo queimou
Cadê o fogo, a água apagou
E cadê a água, o boi bebeu
Cadê o amor, o gato comeu
E a cinza espalhou
E a chuva carregou
Cadê meu amor que o vento levou
(Passarim quis pousar, não deu, voou)
Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro feriu mas não matou
Passarinho me conta então me diz
Por que que eu também não fui feliz
Cadê meu amor minha canção
Que me alegrava o coração
Que me alegrava o coração
Que iluminava o coração
Que iluminava a escuridão
Cadê meu caminho a água levou
Cadê meu rastro, a chuva apagou
E a minha casa, o rio carregou
E o meu amor me abandonou
Voou, voou, voou
Voou, voou, voou
E passou o tempo e o vento levou
Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro feriu mas não matou
Passarinho me conta então, me diz
Por que que eu também não fui feliz
Cadê meu amor minha canção
Que me alegrava o coração
Que me alegrava o coração
Que iluminava o coração
Que iluminava a escuridão
E a luz da manhã, o dia queimou
Cadê o dia, envelheceu
E a tarde caiu e o sol morreu
E de repente escureceu
E a lua então brilhou
Depois sumiu no breu
E ficou tão frio que amanheceu
(Passarim quis pousar, não deu, voou)
Passarim quis pousar não deu
Voou, voou, voou, voou, voou.
Porque o tiro partiu mas não pegou
Passarinho me conta então me diz
Porque que eu também não fui feliz
Me diz o que eu faço da paixão
Que me devora o coração
Que me devora o coração
Que me maltrata o coração
Que me maltrata o coração
E o mato que é bom, o fogo queimou
Cadê o fogo, a água apagou
E cadê a água, o boi bebeu
Cadê o amor, o gato comeu
E a cinza espalhou
E a chuva carregou
Cadê meu amor que o vento levou
(Passarim quis pousar, não deu, voou)
Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro feriu mas não matou
Passarinho me conta então me diz
Por que que eu também não fui feliz
Cadê meu amor minha canção
Que me alegrava o coração
Que me alegrava o coração
Que iluminava o coração
Que iluminava a escuridão
Cadê meu caminho a água levou
Cadê meu rastro, a chuva apagou
E a minha casa, o rio carregou
E o meu amor me abandonou
Voou, voou, voou
Voou, voou, voou
E passou o tempo e o vento levou
Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro feriu mas não matou
Passarinho me conta então, me diz
Por que que eu também não fui feliz
Cadê meu amor minha canção
Que me alegrava o coração
Que me alegrava o coração
Que iluminava o coração
Que iluminava a escuridão
E a luz da manhã, o dia queimou
Cadê o dia, envelheceu
E a tarde caiu e o sol morreu
E de repente escureceu
E a lua então brilhou
Depois sumiu no breu
E ficou tão frio que amanheceu
(Passarim quis pousar, não deu, voou)
Passarim quis pousar não deu
Voou, voou, voou, voou, voou.
01 dezembro, 2010
30 novembro, 2010
FÓTONS
"Imagine a seguinte situação: você me toca e o mundo explode, em bilhões de faíscas. Não dá medo, essa sabedoria popular? Pois quando lhe vejo o mundo não fica mais radiante?"
(M.Grillo)
AS ROSAS NAO CONTAM ???
Me disseram que as rosas não contam
Não contam porque nem espantam o frio
Nem matam a fome
Me disseram que as rosas são supérfluas
E que por isso
Não é preciso o povo ter jardim
Pra poder plantá-las
E nem um salário suficiente
Pra poder comprá-las
Me disseram que o lazer não conta
Não conta porque nem espanta o frio
Nem mata a fome
Me disseram que o lazer é supérfluo
E que por isso
Não é preciso o povo ter tempo
Pra poder curti-lo
E nem direitos
Pra poder exigi-lo
Me disseram que o prazer não conta
Não conta porque nem espanta o frio
Nem mata a fome
Me disseram que o prazer é supérfluo
E que por isso
Não é preciso o povo ter condições
Pra poder vivê-lo
E nem sabedoria
Pra poder valorizá-lo
Me disseram tanto, tanto
Mas não me provaram nada
Pra mim
Continua assim
Que também as rosas
O lazer
E o prazer
Espantam o frio
E matam a fome
O frio de uma vivência inerte
E a fome por uma vida abundante
(Autoria desconhecida) se alguém souber...informe!!
Não contam porque nem espantam o frio
Nem matam a fome
Me disseram que as rosas são supérfluas
E que por isso
Não é preciso o povo ter jardim
Pra poder plantá-las
E nem um salário suficiente
Pra poder comprá-las
Me disseram que o lazer não conta
Não conta porque nem espanta o frio
Nem mata a fome
Me disseram que o lazer é supérfluo
E que por isso
Não é preciso o povo ter tempo
Pra poder curti-lo
E nem direitos
Pra poder exigi-lo
Me disseram que o prazer não conta
Não conta porque nem espanta o frio
Nem mata a fome
Me disseram que o prazer é supérfluo
E que por isso
Não é preciso o povo ter condições
Pra poder vivê-lo
E nem sabedoria
Pra poder valorizá-lo
Me disseram tanto, tanto
Mas não me provaram nada
Pra mim
Continua assim
Que também as rosas
O lazer
E o prazer
Espantam o frio
E matam a fome
O frio de uma vivência inerte
E a fome por uma vida abundante
(Autoria desconhecida) se alguém souber...informe!!
Assinar:
Postagens (Atom)




